Como fazer — Renner cresceu e precisou ficar mais ágil

A varejista de roupas ficou muito grande após a abertura de várias lojas. Foi preciso, então, fazer algo para tornar a empresa novamente simples e rápida

Por Aline Scherer

15 mar 2018, 05h00

Lojas Renner: mais tempo para o que é importante | Germano Lüders /  (Germano Lüders/EXAME)

Em 2011, o comando da gaúcha Lojas Rennervarejista de roupas, decidiu intensificar sua estratégia de expansão. A média de 15 inaugurações de lojas ao ano subiu para 50 aberturas. A aquisição da rede de artigos para casa Camicado, no mesmo ano, e o lançamento de lojas da marca YouCom, em 2012, aumentaram ainda mais a complexidade do negócio.
Foi preciso, então, fazer algo para tornar a empresa novamente simples e rápida. A solução veio logo em seguida, num processo de revisão de rotinas que permeou as principais áreas da Renner. O primeiro passo foi reunir 30 processos administrativos, como admissões de funcionários e lançamentos de notas de compra, num centro de serviços compartilhados.
Com menos atividades burocráticas a fazer, gerentes de loja ganharam tempo para dar atenção ao cliente e passaram a participar do planejamento das coleções. Para dar o exemplo, José Galló, presidente da Renner, reavaliou a própria agenda e listou uma série de atividades que deixaria de fazer.
“É mais difícil ser simples do que ser complexo, porque é preciso aprender a dizer não e ser mais seletivo”, diz Galló. Agora, em vez de participar de reuniões para definir a abertura de lojas, ele é apenas comunicado sobre as decisões do time de expansão. E passou a não aceitar apresentações com mais de dez slides. Um dos resultados: em 2015, a Renner ultrapassou a rede C&A e se tornou líder nas vendas de roupas no Brasil.
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